terça-feira, 15 de janeiro de 2013

DIFICULDADES COM A MEMÓRIA E A APRENDIZAGEM

      As dificuldades em manter a atenção e a concentração em algo afetam diretamente na memorização.
      Nossa memória é a função principal de nosso cérebro, que é um órgão muito pequeno: pesa cerca de um quilo e meio. O cérebro é frágil e delicado, por isso está no interior de uma resistente caixa óssea. O cérebro é responsável por todas as nossas ações, todas as nossas palavras, todos os nossos pensamentos e até nossos sentimentos. Sem a memória pouco podemos fazer. Agimos, muitas vezes, baseados na experiência anterior, ou seja, estava registrado em nosso cérebro, em nossa memória. Com o passar do tempo aprendemos a manter em nossa memória apenas o que vale a pena, eliminamos o "lixo" cerebral.


      Existem seis etapas para uma boa memorização: O interesse e a motivação, a atenção, a elaboração de imagens mentais, a organização das informações, a repetição e a transmissão das informações.
      A  aprendizagem envolve fazer algo que é significativo para quem aprende para despertar nele o interesse e a motivação, que é a primeira etapa para a memorização. As atividades diversificadas, envolve a repetição. Quando fazemos uso de imagens, o cérebro já se prepara para receber a informação, outro auxílio para a memorização. Fazer leituras em voz alta. A leitura é importante sempre!
      Fazer uso da maior quantidade de sentidos: ao ler uso a visão, ao ler em voz alta, uso a visão e a audição, ao ler em voz alta e realizar anotações, uso a visão, a audição e o tato, e assim por diante. Ao usarmos o nosso corpo durante a aprendizagem, ao interagir, a memorização ocorre com mais rapidez!



      O TDAH, por exemplo, não controla a sua agitação e não consegue manter a sua atenção e concentração, dificultando a sua aprendizagem. Muitas vezes sendo necessário a intervenção da medicação. Ou então, aprende rápido demais e tudo fica cansativo para ele, pois precisa "esperar" para trocar de assunto e/ou atividade. As intervenções com neurologista, psicopedagogos, psicólogos auxiliam nestes casos e o TDAH aprende a lidar com a sua rapidez.




      " Não basta ter boa mente. o mais importante é saber usá-la bem." 
                                                        Descartes



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

OFICINA JOGOS BOOLE PARALISADO CEREBRAL CADEIRANTE!







PROPOSITOR: PENSADOR!

      Avaliamo-nos constantemente em nossa vida e, muitas vezes, nem nos damos conta que estamos nos avaliando. Mas, avaliar, implica em questionamentos constantes, isto é, pensar a respeito do que se está avaliando,  se é de fato pertinente.
      A escola atualmente, convive com o paradigma da inclusão. No campo da avaliação surge então, o "diferente". Portanto, não pode haver uma única forma de avaliação. Howard Gardner fala das Inteligências Múltiplas, nas várias habilidades que devem ser observadas para enriquecer a aprendizagem do aluno e para  tornar a pessoa mais feliz ao descobrir qual a área em que é mais eficiente.
      Num mundo concreto e de objetos prontos para o consumo,  a escola poderá ajudar a criança e o adolescente a descobrir o brincar e o criar objetos elaborando hipóteses e incentivando a pesquisa.
      A escola tem por objetivo educar para o pensar, o aluno tem que ser "propositor", questionador, pensador. E para tanto, precisa participar em sala de aula, ficar a vontade para tal, se permitir ao erro. Obviamente num contexto acolhedor, com elogio sincero, com comentários adequados será facilitador para  esse comportamento desencadear. O escutar, o orientar, o dar espaço para todos se faz necessário. O professor, a escola, constrói esse contexto para que o aluno possa se expor de forma positiva, para formar valores com o propósito da formação da cidadania. Uma sociedade sem valores e princípios não vai a lugar nenhum. Gardner alerta que as inteligências não são naturalmente boas. Ser inteligente não significa ser bom.
      A bondade é Divina, vem de Deus. A escola precisa educar para o bom, para o belo, para o verdadeiro. Requer então, trabalho, trabalho sério, organização, tem que ter rotina. A escola está a serviço da sociedade e quer educar para uma sociedade melhor, quer ver o aluno aprender e precisa partir do ideal porque o seu foco é a educação. Para mercado de trabalho pode parecer romantismo? Devido a competição?  A escola em parceria com a família é formadora de caráter, é educadora! A melhor competição é a competência, o fazer bem aquilo que se tem de tarefa!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estilos de aprendizagem

      A aprendizagem caminha junto com o crescimento, a criança vai deixando aos poucos a dependência para chegar a ser independente. A interação com o mundo ocorre primeiramente através do vínculo com a mãe ou quem faça o papel dela. Ao se desvincular da mãe, que ocorre pouco a pouco, a criança entra em um novo processo que pode trazer frustrações e angústias.
      A criança necessita buscar novos meios de satisfação e a aprendizagem é um dos caminhos. No vínculo com a mãe, a criança estrutura suas capacidades individuais e também a sua forma de agir diante do mundo e, portanto, diante da aprendizagem.
      O aluno é o construtor do seu conhecimento. O papel do professor é ajudá-lo nessa tarefa. Piaget coloca que o aluno só aprende o que lhe é significativo e em interação com seu contexto social. Para ser significativo, precisa passar pela emoção. Quando a emoção está envolvida, a memorização ocorre inevitavelmente. Hoje, é muito forte a necessidade da inteligência emocional, que envolve a empatia, o autocontrole e ajustes ao temperamento, para que o indivíduo obtenha aptidões sociais. A construção da inteligência emocional inicia na infância assim como a aprendizagem.
      Existem quatro estilos básicos de aprendizagem. São eles: Visual, Auditivo, Cinestésico e Artístico. Para que a aprendizagem seja eficaz, o professor precisa desvendar qual o estilo de aprendizagem do aluno para elaborar seus planejamentos pedagógicos. Os pais também precisam descobrir qual o estilo de aprendizagem de seu filho para melhor compreendê-lo e atendê-lo. A criança pode ter mais de um estilo combinado. Cada um de nós possui talentos, capacidades e formas de aprendizagem. Nós usamos os sentidos de diferentes formas e isso é individual.
      A aprendizagem tem que ser um processo interativo, onde o aluno busca, pesquisa e explora. O professor precisa estimular a curiosidade do aluno e é a curiosidade que motivará essa busca, pesquisa e experiência. Sem curiosidade, não há interesse pela informação.
      A aprendizagem é um processo neuropsicocognitivo, ou seja, integra o cerebral, o psíquico, o cognitivo e o social. Toda a nossa bagagem influencia no aprendizado. A aprendizagem é uma reconstrução interna e subjetiva (passa pelos sentimentos), construída interativamente.
     

Por que o jogo é importante?

      O jogo para a criança pode ser educativo e fonte de aprendizagem.
      Através dele podem ser desenvolvidas várias habilidades, conhecimentos, bons hábitos e atitudes.
      O jogo é o meio pelo qual pode se conhecer a criança, pois ela se manifesta de forma espontânea, sem censuras e convenções, pois para ela o jogo é muito sério e interessante.


      Ao usar o jogo, o profissional deve fazer prévia, ou hipóteses sobre as possíveis soluções e/ou estratégias das crianças nesse jogo. Ou seja, o profissional deve planejar previamente os possíveis momentos de construção de cada um. Isto fará com que o profissional tenha um olhar especial para as soluções inesperadas.


      Através do jogo podemos exercitar o cérebro. A capacidade mental da mesma forma que a força física deve ser desenvolvida em exercícios. O jogo de xadrez, por exemplo, é excelente para exercitar a memória, estratégias, hipóteses, atenção, paciência, raciocínio; etc.


      O jogo ajuda a desenvolver a imaginação; facilita a aquisição de conhecimentos; proporciona experiências; incentiva a confiança e a comunicação; ajuda no desenvolvimento físico e mental; estimula o raciocínio; ensina a resolver problemas ou dificuldades buscando alternativas; estimula a aceitação de normal e regras; facilita a observação; fomenta a diversão individual ou em grupo; incentiva o respeito pelo outro; estimula a astúcia e a coragem; exercita a memória e desenvolve a compreensão. Quando o profissional faz uso de jogos para conhecer a criança, o adolescente e até adulto, ele está fazendo uso lúdico (do que é prazeroso) para entender esse indivíduo e para trabalhar com ele nas áreas que necessita.


      O profissional precisa conhecer o estilo de aprendizagem da criança, que pode ser auditivo (ele aprende ouvindo e falando); visual (ele é o leitor visual); cinestésico/tátil (aprende tocando e manipulando objetos), necessita envolver o corpo todo na aprendizagem; artístico (a criança aprende através de formatos artísticos), como a música, o desenho, a dança, etc. Algumas crianças apresentam mais que um desses estilos associados. Não é por acaso que Gardner apresentou a sua teoria sobre Inteligências Múltiplas para melhor trabalhar e entender como as crianças assimilam o conhecimento ou, como diz Piaget, como as crianças constroem o conhecimento.
      Piaget nos ensina que é preciso compreender que a criança não tem a mesma estrutura mental que o adulto; que ela não é um adulto em miniatura. O desenvolvimento mental da criança evolui em estágios definidos. No seu processo de desenvolvimento, a criança vai criando várias relações entre os objetos e coordenando de forma cada vez mais complexas estas relações. Cabe ao profissional, oportunizar situações situações diversas que permitam a criança elaborar esses processos. O jogo é uma excelente ferramenta para o profissional oportunizar essas "situações diversas".
      Segundo Piaget, compreender é inventar ou reconstruir através da reinvenção, e será preciso curvar-se ante tais necessidades se o que se pretende, para o futuro, é termos indivíduos capazes de produzir ou de criar, e não apenas de REPETIR.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por que a psicopedagogia?

      O papel dos profissionais para detectar os problemas de aprendizagem são de suma importância assim como, procurar o especialista correto também é. Os problemas de aprendizagem são complexos e requer profissionais especializados.
      Determinar as diferentes causas que estão por detrás desta problemática é tarefa que compete aos profissionais especializados em áreas como: psicopedagogia, psicologia, pediatria e neurologia.
      O Psicopedagogo preocupa-se principalmente em construir situações pedagógicas, que tornem possíveis a aprendizagem; implementando os meios, as técnicas e as instruções adequadas para favorecer a correção da dificuldade apresentada pela criança, adolescente ou adulto. O Psicopedagogo investiga a gênese da dificuldade na aprendizagem e busca saná-la com estratégias diversificadas e específicas para a dificuldade apresentada.


      O trabalho do Psicopedagogo muitas vezes, requer parcerias com o psicólogo, pediatra e neurologista, pois o problema pode ser muito comprometedor e exige uma equipe na busca de saná-lo. A Psicopedagogia busca aumentar o potencial de aprendizagem; desenvolver conceitos, estratégias e operações mentais necessárias para um aprender autônomo; para relacionamento interpessoal saudável, positivo e agradável elevando a auto estima daquele que apresenta dificuldades na sua concentração, atenção e memorização.
      A Psicopedagogia diagnostica e reabilita, nas diferentes formas de distúrbios da aprendizagem e do desenvolvimento.
      O atendimento psicopedagógico pode ser demorado dependendo do comprometimento e do ritmo de cada um. Deus no criou com potencial para aprender, produzir e dominar o nosso espaço e/ou nossa área. "E Deus criou o homem a sua imagem e semelhança[...]E lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai..." Gênesis 1 - 27 e 28.
      Quando as dificuldades na aprendizagem, concentração, atenção, memorização surgirem não demore para buscar atendimento e suporte. O mesmo, quando as dificuldades nos relacionamentos ocorrerem decorrentes dos fatores citados acima, pois as dificuldades podem não ser temporárias ou advirem de outros fatores que o especialista poderá auxiliar em detectar e minimizar suas preocupações e ansiedades e saná-las e/ou fazer encaminhamentos novos para "curá-lo"!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ajudar a quem Precisa!

      Estive em 2011 e 2012 na ULBRA - Guaíba, Sertão Santana, Cerro Grande do Sul, Encruzilhada do Sul e Veranópolis trabalhando com professores de turmas de Pós Graduação, professores da Edc. Infantil, professores de séries iniciais a professores de séries finais em diferentes momentos, auxiliando com os temas: Gestão Escolar - Conselho de Classe, Fases de desenvolvimento da criança, Mediação de conflitos na edc. infantil, séries iniciais e finais; Psicopedagogia e Informática, Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa, Educação Inclusiva e Transtornos de Aprendizagem.
      Com aporte teórico, trouxe intervenções para auxiliar os educadores no seu planejamento e manejo com os alunos. Culminando com o pedido aos professores de manter os estudos, amar os alunos e não perder JESUS de foco nunca!