quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Estilos de aprendizagem

      A aprendizagem caminha junto com o crescimento, a criança vai deixando aos poucos a dependência para chegar a ser independente. A interação com o mundo ocorre primeiramente através do vínculo com a mãe ou quem faça o papel dela. Ao se desvincular da mãe, que ocorre pouco a pouco, a criança entra em um novo processo que pode trazer frustrações e angústias.
      A criança necessita buscar novos meios de satisfação e a aprendizagem é um dos caminhos. No vínculo com a mãe, a criança estrutura suas capacidades individuais e também a sua forma de agir diante do mundo e, portanto, diante da aprendizagem.
      O aluno é o construtor do seu conhecimento. O papel do professor é ajudá-lo nessa tarefa. Piaget coloca que o aluno só aprende o que lhe é significativo e em interação com seu contexto social. Para ser significativo, precisa passar pela emoção. Quando a emoção está envolvida, a memorização ocorre inevitavelmente. Hoje, é muito forte a necessidade da inteligência emocional, que envolve a empatia, o autocontrole e ajustes ao temperamento, para que o indivíduo obtenha aptidões sociais. A construção da inteligência emocional inicia na infância assim como a aprendizagem.
      Existem quatro estilos básicos de aprendizagem. São eles: Visual, Auditivo, Cinestésico e Artístico. Para que a aprendizagem seja eficaz, o professor precisa desvendar qual o estilo de aprendizagem do aluno para elaborar seus planejamentos pedagógicos. Os pais também precisam descobrir qual o estilo de aprendizagem de seu filho para melhor compreendê-lo e atendê-lo. A criança pode ter mais de um estilo combinado. Cada um de nós possui talentos, capacidades e formas de aprendizagem. Nós usamos os sentidos de diferentes formas e isso é individual.
      A aprendizagem tem que ser um processo interativo, onde o aluno busca, pesquisa e explora. O professor precisa estimular a curiosidade do aluno e é a curiosidade que motivará essa busca, pesquisa e experiência. Sem curiosidade, não há interesse pela informação.
      A aprendizagem é um processo neuropsicocognitivo, ou seja, integra o cerebral, o psíquico, o cognitivo e o social. Toda a nossa bagagem influencia no aprendizado. A aprendizagem é uma reconstrução interna e subjetiva (passa pelos sentimentos), construída interativamente.
     

Por que o jogo é importante?

      O jogo para a criança pode ser educativo e fonte de aprendizagem.
      Através dele podem ser desenvolvidas várias habilidades, conhecimentos, bons hábitos e atitudes.
      O jogo é o meio pelo qual pode se conhecer a criança, pois ela se manifesta de forma espontânea, sem censuras e convenções, pois para ela o jogo é muito sério e interessante.


      Ao usar o jogo, o profissional deve fazer prévia, ou hipóteses sobre as possíveis soluções e/ou estratégias das crianças nesse jogo. Ou seja, o profissional deve planejar previamente os possíveis momentos de construção de cada um. Isto fará com que o profissional tenha um olhar especial para as soluções inesperadas.


      Através do jogo podemos exercitar o cérebro. A capacidade mental da mesma forma que a força física deve ser desenvolvida em exercícios. O jogo de xadrez, por exemplo, é excelente para exercitar a memória, estratégias, hipóteses, atenção, paciência, raciocínio; etc.


      O jogo ajuda a desenvolver a imaginação; facilita a aquisição de conhecimentos; proporciona experiências; incentiva a confiança e a comunicação; ajuda no desenvolvimento físico e mental; estimula o raciocínio; ensina a resolver problemas ou dificuldades buscando alternativas; estimula a aceitação de normal e regras; facilita a observação; fomenta a diversão individual ou em grupo; incentiva o respeito pelo outro; estimula a astúcia e a coragem; exercita a memória e desenvolve a compreensão. Quando o profissional faz uso de jogos para conhecer a criança, o adolescente e até adulto, ele está fazendo uso lúdico (do que é prazeroso) para entender esse indivíduo e para trabalhar com ele nas áreas que necessita.


      O profissional precisa conhecer o estilo de aprendizagem da criança, que pode ser auditivo (ele aprende ouvindo e falando); visual (ele é o leitor visual); cinestésico/tátil (aprende tocando e manipulando objetos), necessita envolver o corpo todo na aprendizagem; artístico (a criança aprende através de formatos artísticos), como a música, o desenho, a dança, etc. Algumas crianças apresentam mais que um desses estilos associados. Não é por acaso que Gardner apresentou a sua teoria sobre Inteligências Múltiplas para melhor trabalhar e entender como as crianças assimilam o conhecimento ou, como diz Piaget, como as crianças constroem o conhecimento.
      Piaget nos ensina que é preciso compreender que a criança não tem a mesma estrutura mental que o adulto; que ela não é um adulto em miniatura. O desenvolvimento mental da criança evolui em estágios definidos. No seu processo de desenvolvimento, a criança vai criando várias relações entre os objetos e coordenando de forma cada vez mais complexas estas relações. Cabe ao profissional, oportunizar situações situações diversas que permitam a criança elaborar esses processos. O jogo é uma excelente ferramenta para o profissional oportunizar essas "situações diversas".
      Segundo Piaget, compreender é inventar ou reconstruir através da reinvenção, e será preciso curvar-se ante tais necessidades se o que se pretende, para o futuro, é termos indivíduos capazes de produzir ou de criar, e não apenas de REPETIR.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por que a psicopedagogia?

      O papel dos profissionais para detectar os problemas de aprendizagem são de suma importância assim como, procurar o especialista correto também é. Os problemas de aprendizagem são complexos e requer profissionais especializados.
      Determinar as diferentes causas que estão por detrás desta problemática é tarefa que compete aos profissionais especializados em áreas como: psicopedagogia, psicologia, pediatria e neurologia.
      O Psicopedagogo preocupa-se principalmente em construir situações pedagógicas, que tornem possíveis a aprendizagem; implementando os meios, as técnicas e as instruções adequadas para favorecer a correção da dificuldade apresentada pela criança, adolescente ou adulto. O Psicopedagogo investiga a gênese da dificuldade na aprendizagem e busca saná-la com estratégias diversificadas e específicas para a dificuldade apresentada.


      O trabalho do Psicopedagogo muitas vezes, requer parcerias com o psicólogo, pediatra e neurologista, pois o problema pode ser muito comprometedor e exige uma equipe na busca de saná-lo. A Psicopedagogia busca aumentar o potencial de aprendizagem; desenvolver conceitos, estratégias e operações mentais necessárias para um aprender autônomo; para relacionamento interpessoal saudável, positivo e agradável elevando a auto estima daquele que apresenta dificuldades na sua concentração, atenção e memorização.
      A Psicopedagogia diagnostica e reabilita, nas diferentes formas de distúrbios da aprendizagem e do desenvolvimento.
      O atendimento psicopedagógico pode ser demorado dependendo do comprometimento e do ritmo de cada um. Deus no criou com potencial para aprender, produzir e dominar o nosso espaço e/ou nossa área. "E Deus criou o homem a sua imagem e semelhança[...]E lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai..." Gênesis 1 - 27 e 28.
      Quando as dificuldades na aprendizagem, concentração, atenção, memorização surgirem não demore para buscar atendimento e suporte. O mesmo, quando as dificuldades nos relacionamentos ocorrerem decorrentes dos fatores citados acima, pois as dificuldades podem não ser temporárias ou advirem de outros fatores que o especialista poderá auxiliar em detectar e minimizar suas preocupações e ansiedades e saná-las e/ou fazer encaminhamentos novos para "curá-lo"!


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ajudar a quem Precisa!

      Estive em 2011 e 2012 na ULBRA - Guaíba, Sertão Santana, Cerro Grande do Sul, Encruzilhada do Sul e Veranópolis trabalhando com professores de turmas de Pós Graduação, professores da Edc. Infantil, professores de séries iniciais a professores de séries finais em diferentes momentos, auxiliando com os temas: Gestão Escolar - Conselho de Classe, Fases de desenvolvimento da criança, Mediação de conflitos na edc. infantil, séries iniciais e finais; Psicopedagogia e Informática, Tecnologia Assistiva e Comunicação Alternativa, Educação Inclusiva e Transtornos de Aprendizagem.
      Com aporte teórico, trouxe intervenções para auxiliar os educadores no seu planejamento e manejo com os alunos. Culminando com o pedido aos professores de manter os estudos, amar os alunos e não perder JESUS de foco nunca!














     

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Durante o estudo

      São inúmeros os relatos de pais que percebem que seus filhos não sabem estudar em casa ou ainda, não sabem o que é mais significativo da disciplina para estudar na tarefa.
      O autor Raths, coloca que nós precisamos aprender a pensar assim como qualquer outra habilidade que viemos a possuir. Segundo ele, o professor deve ensinar o seu aluno a pensar. a analisar e a concluir.


      Existem alguns aspectos que são importantes durante o estudo. São eles:
      Atende-se primeiro para o começo e o final do texto a ser estudado, porque é aí que está a síntese do conteúdo  e o mais importante de tudo o que ele diz.
      A melhor forma  de se ensinar a pensar, para compreender o que o professor diz em aula, é tendo uma atitude participativa e de reflexão, para que possa perguntar ao professor para que se resolvam as suas dúvidas. Caso o aluno persistir com as dúvidas, ele se desligará da aula, perdendo a explicação.
      O aluno deve anotar as idéias fundamentais do conteúdo, e desta forma, estará exercitando a síntese.
      A escrita deverá ser clara, e o aluno deverá escrever com suas próprias palavras o que entendeu da explicação do professor. Assim, está exercitando a reflexão, o pensar e, inevitavelmente, a memorização ocorrerá.
      Os textos passados em aula, pelo professor, deverá aparecer sublinhado os aspectos mais importantes e significativos. Neste momento, o aluno exercita a essência do conteúdo, a ideia principal do texto.


      Deve-se tomar cuidado com apontamentos muito esquemáticos. O aluno deve exercitar a escrita com as idéias principais de um texto.
      É imprenscindível repetir o que se está estudando em voz alta para memorizar.
      O aluno pode dividir o seu tempo estudando uma parte do conteúdo e não fazendo de uma vez só. Estará memorizando melhor e mais. Aproveita-se melhor o tempo, quando se divide o conteúdo em partes para estudar.
      O aluno deve revisar a matéria após feita as suas organizações.
      É indispensável o acompanhamento dos pais com relação aos estudos em casa.

Bullying X Aprendizagem

      A brincadeira de mal gosto, o bullying, é antigo nas escolas. São as atitudes agressivas de intimação, exclusão, humilhação. Crianças que sofrem esse tipo de violência acabam por se isolar, ficar sozinhas, depressivas, com medo e entrar em pânico. Os apelidos que rapidamente "colam" e ficam.
      Fazer uso do corpo, forma de falar e de se vestir para comentários de mau gosto, brincadeiras que diminuem as crianças, por exemplo, está presente no dia a dia da escola e causam vários danos desde o emocional, atenção, concentração e relacionamentos. Muitas vezes a criança acaba por não participar mais das atividades, comete muita falta à escola, pois não consegue se desvencilhar das insistências dos colegas da sala de aula.

      Quando a criança é reprendida por fazer uso desse tipo de atitude para outros, argumenta que é apenas brincadeira. Os professores deve ficar atentos para identificar esse tipo de comportamento entre os alunos. A dificuldade de aprendizagem também está ligada a esse comportamento dentro da escola.
      A criança com baixa auto-estima e com dificuldades em relacionar-se com os colegas não consegue ter a atenção, concentração e motivação necessárias para aquisição de novos conhecimentos.
      Desencadear a aprendizagem é tarefa do professor e portanto precisa estar atento ao tipo de comportamento que seus alunos têm. Estamos num momento em que as diferenças  dever ser respeitadas e valorizadas, promover a amizade, as atividades em grupo, a fé em Deus e a reflexão são necessárias a prática docente.
      Precisamos ensinar os alunos a crescer em conhecimento e em atitudes para buscar uma sociedade com mais qualidade!


quarta-feira, 11 de julho de 2012

ESCOLA, INCLUSÃO, BULLYING:

      Nesses últimos dias nos deparamos com fatos que mostraram profissionais na área da educação emocionalmente desequilibrados a ponto de "amordaçar" uma criança para "comedi-la", isso aqui mesmo em nossa cidade.
      Outro caso aconteceu em nossa capital, com intenção de "comedir" uma adolescente, uma professora ministrou falas que a agitou mais ainda resultando em "traumatismo craniano" na própria professora.
      A escola está fungindo do foco.
      A escola está com problemas! As pessoas estão distantes de Deus! Diante dessa realidade, não podermos nos ausentar de uma reflexão profunda e pensar em uma prática eficaz de políticas públicas, pois toda esta questão é social, é macro e se apresenta dentro dentro da escola porque é nela que ocorrem as manifestações das crianças e adolescentes advindos de nossas famílias.


      Outro aspecto, também a considerar é a inclusão, o ambiente escolar acolhendo um outro tipo de aluno que em outros tempos não estava no contexto da escola. Essa diferença presente na escola, a engrandece, a valoriza, enriquece o seu pedagógico em estratégias, mas, também, ressalta as suas limitações.
      O bullying, que significa as diferentes formas  de violência que envolve crianças e adikescentes no ambiente escolar, causa traumas e sofrimentos para muitos, e é ignorado pela maioria das pessoas por ser "brincadeiras próprias da idade". Entre os meninos, o bullying é mais direto: apelidos, agressões físicas, ameaças, roubos, ofensas verbais, que causam mal-estar aos alvos.
      Já o bullying indireto, entre as meninas, são as atitudes de indiferença, isolamento, difamação e negação de sua intenções e seus desejos.

      O bullying não é um problema raro é mais comum do que muitos pensam. Mas, muitas pessoas se negam a enfrentá-lo.
      Agradeço a Deus por existir a escola para sacudir a sociedade para o que é bom e para o que mão está tão bom e nos levar à reflexão e a crescer espiritualmente!