sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Mielinização: Anatomia da Aprendizagem!

      Na Anatomia da Aprendizagem vale citar o Mielinização.
      Mielinização é a camada de gordura que se forma nos axônios, terminação da célula nervosa.



      A Mielinização quando bem espessa auxilia para que as conexões, e os estímulos ocorram rapidamente entre um neurônio e outro. As sinapses ocorrem com mais frequência e rapidez.
      Uma boa Mielinização é responsável pelo raciocínio rápido e auxilia para que a aprendizagem ocorra  também rapidamente. Portanto, se um aluno tem dificuldades de compreensão e entendimento das informações que são passadas a ele, não consegue interpretar, não podemos refutar a possibilidade de seu orgânico ser o responsável por isso.
      A formação da Mielinização ocorre, inicialmente, com a amamentação, mais específicamente, com o colostro, que é o primeiro leite que o bebê suga de sua mãe.





      A alimentação, os exercícios físicos, a música, realizar coisas diferentes, mudar hábitos auxiliam na formação de sinapses e de neurotransmissores.
     Exercitar o cérebro e ter alimentação adequada é importantíssimo. Evite fazer sempre as mesmas coisas, busque novidades e estimule o seu SNC, Sistema Nervoso Central.




domingo, 21 de junho de 2015

Memória de Curto Prazo!

      A memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de gravar as experiências e acontecimentos ao longo da vida.
      Pode ser através da experiência sensorial: visual, auditiva, tátil e gustativa.
      Pode ser através do material verbal ou não verbal.
      A Mémória de Curto Prazo é o aspecto da memória que envolve lembrança imediata.
      No tratamento das disfunções da memória é importante identificar a fonte da dificuldade, se possível, bem como a natureza e parâmetros da disfunção. Entendendo-se o mecanismo da dificuldade pode-se conduzir ao desenvolvimento das intervenções apropriadas.
      A intervenção Psicopedagógica em indivíduos que tem problema de retenção vem no sentido de auxiliar para que este faça um maior número de relação entre o objeto de estudo (o que quer ou o que precisa aprender ) e suas estruturas mentais.
      No exemplo de atividade de estimulação da memória de curto prazo através de um ditado de imagens com tempo de visualização cronometrado em 1min e 1/2 a 2 minutos, cada profissional pode realizar a confecção de suas cartelas para visualização com o conteúdo que quiser que o indivíduo venha a memorizar.


      Mostra-se a cartela por 1min 1/2 a 2min. Após o indivíduo deve  escrever todos os nomes que lembrar na lista determinada.


      A correção deve ser feita logo que o indivíduo termina de escrever. Mostra-se a ele a quantidade de acertos e erros, se for o caso. Após, segue-se a atividade com outras cartelas repetindo os procedimentos para que o indivíduo perceba o seu avanço ou não, na retenção de informações.
      Outros modelos de cartelas:


      As imagens selecionadas possuem relação de semelhanças em algum aspecto. Na cartela acima, todas as imagens são instrumentos musicais. Esta semelhança entre as imagens é um auxílio para a retenção.


      Foi percebido na avaliação da memória de curto prazo, que o indivíduo demonstrou maior facilidade na memorização com as cartelas que possuiam imagens cujos nomes iniciavam com a mesma letra.



 



FONTE:
BOSSA, N.A. Dificuldades de Aprendizagem: o que são? Como tratá-las? POA. Artes Médicas Sul, 2000.
AMEM, D.G. Transforme seu Cérebro, transforme sua vida. SP. Mercuryo, 2000.

sábado, 7 de março de 2015

Aramados para percepção visual:

      A Percepção Visual possui várias áreas a ser desenvolvidas:

  • percepção visual espaço;
  • percepção visual relação espacial;
  • coordenação óculo motora;
  • figura fundo;
  • constância de forma.
      Alunos com dificuldades na percepção visual apresentam dificuldades na aprendizagem.
      Os aramados são excelentes recursos para a estimulação à coordenação óculo motora:














      A Percepção Visual é preocupação maior nas séries iniciais, porém, não há comprovação de que por volta dos 10 anos de idade a criança já esteja pronta nesta área. Desta forma, a Percepção Visual deve ser trabalhada no decorrer de todos os anos escolares.
      Marianne Frostig, argentina, preocupou-se em investigar propostas de atividades para intervenções nas áreas da Percepção Visual.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OSM (Organização Mundial da Saúde) alerta pais e educadores:A Prevenção das Neuroses: Neurociência e as Sinapses!

      "A prevenção da neurose no mundo somente será possível quando aprendermos a cuidar de quem ainda é saudável, de quem ainda não foi afetado: as nossas crianças." Wilhelm Reich

      Sem afeto, sem Sinapses. A falta de vínculos afetivos compromete a formação inicial do cérebro.
      Nascemos ainda inacabados!
      O cérebro humano demora vários anos para se completar e depende dos vínculos afetivos para preservar as suas sinapses e estabilizar as redes neurais. Comprovado recentemente pela Neurociência com tecnologia de ponta.

      

    Durante os três primeiros anos de vida, ocorre um extraordinário aumento na produção de sinapses- as conexões entre os neurônios, afirma a Neurociência. Em consequência disso, o cérebro infantil está supersenso, com o dobro de sinapses de que vai precisar no futuro. Este período é especialmente importante devido a essa produção intensa.
      Agora está comprovado que a química cerebral é estimulada por afeto. Quando as sinapses são reforçadas nessa idade, elas se estabilizam e perduram. Porém, quando não são usadas repetidamente, são eliminadas.
       Há uma forte preocupação com a alimentação e a saúde física dos pequenos por parte da família, em específico, a mãe. Mas, pouca consciência dos danos emocionais e físicos que são gerados pela falta de qualidade no contato afetivo. O alarmante é que o período mais rico e sensível do desenvolvimento cerebral humano, muitas vezes não recebe das famílias e dos cuidadores a atenção necessária para um saudável desenvolvimento psicológico.
      Existe literaturas que apontam a gênese da Psicose na falta de vínculo da criança com a mãe ou com quem a represente nos primeiros anos de vida. Nossa rede cerebral é um mistério e possui suas fragilidades!
      A bainha grossa de mielina, que cresce ao redor dos axônios(prolongamento da célula nervosa) e permite uma conexão eficiente de impulsos elétricos(comunicação neuronal), não está completamente formada antes do sexto ano de idade. E a maturação física do cérebro humano vai-se completar somente na puberdade. As descobertas apontam que a falta de estímulos pode afetar seriamente o desenvolvimento cerebral de uma criança.
      Sob o ponto de vista emocional e relacional, o papel do adulto é decisivo para o desenvolvimento das redes cerebrais na criança. É importante que os adultos busquem recursos informativos, pois a criança pequena ainda está incrivelmente inacabada em vários aspectos de seu desenvolvimento. De nada adiantará para o adulto exigir e até punir uma criança com desempenho de esquecimento, por exemplo, se suas condições neuronais não alcançam ainda determinadas tarefas.




Bibliografia: REICHERT Evânia. Infância a Idade Sagrada. Ed Vale do Ser, Porto Alegre, 2013.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A importância dos vínculos afetivos para a aprendizagem e conduta!

      Somos essencialmente afetivos, portanto para que a aprendizagem ocorra necessitamos estar emocionalmente tranquilos e seguros.
      Sentir-se pertencente e partícipe de um grupo é essencial desde dentro de casa.



      Lembrete aos pais: "Você não perde seu filho na rua.....  Você perde seu filho DENTRO DE CASA!"


   
      Portanto:

  • Cuide;
  • Abrace;
  • Olhe nos olhos;
  • Ame;
  • Sorria junto;
  • Participe;
  • Chore junto;
  • Acaricie;
  • Brinque junto;
  • Viaje junto;
  • Toque;
  • Troque ideias;
  • Dê atenção.


 
       

      Escola, professores, psicopedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, etc... orientem os pais da necessidade desses vínculos dentro da família para após, serem extensivos a outros grupos e tornar nossos alunos mais bem sucedidos e seguros diante das situações de aprendizagem e da prática. E então, se tornarem  adultos de bem com a vida, participantes e colaboradores da e na sociedade.





domingo, 7 de dezembro de 2014

TDAH Mito ou Medicação!

      O cérebro deve ser tratado como qualquer órgão do organismo, por isso, se seu funcionamento não está adequado há a necessidade de fazer uso da medicação.



      As causas do TDAH ainda não estão completamente esclarecidas, mas estudos no mundo inteiro encontram tendências genéticas e ambientais que podem elucidar a respeito.
      Toda a pessoa desatenta possui TDAH? Desatenção, impulsividade e inquietação são os sintomas do transtorno.
       Pose-se tratar um TDAH sem medicação?



       Nosso cérebro possui descargas elétricas que são naturais de seu funcionamento. Quando estas descargas estão funcionando inadequadamente e mandando muitos estímulos para o indivíduo e este, não pára de falar, não pára no lugar, age e depois pensa e coloca-se em situações indesejadas nos relacionamentos interpessoais, não há outra possibilidade, se não a medicação. A intervenção psicoterápica não é suficiente para acalmar o TDAH nestas situações e nem o manejo firme e afetivo.
      Pessoas adultas também possuem TDAH e sofrem se não forem tratadas. O transtorno pode trazer consequências graves. Os sintomas podem prejudicar os relacionamentos emocionais, a vida social, familiar, acadêmica e profissional do adulto. Ainda, a pessoa com TDAH está mais propensa a sofrer acidentes de modo geral, inclusive com automóveis.



      Neurologista e psiquiatra são os profissionais mais indicados para o tratamento.
      O adolescente e o adulto possuem conduta diferente da criança. No adolescente e no adulto predomina uma sensação interna de inquietação, uma vez que  há uma redução normal da atividade motora.  O adolescente está sempre ocupado e não consegue concluir as atividades. Já o adulto muitas vezes envolve-se em muitas atividades e não pára para tirar alguns dias de descanso.



       Nem todo o desatento é hiperativo, mas todo o hiperativo possui dificuldades na atenção concentrada e apresenta impulsividade no falar e no agir.  A impulsividade é uma deficiência nos impulsos. No TDAH as reações são imediatas, sem  reflexão.
      O TDAH necessita da medicação para equilibrar a área do SNC (Sistema Nervoso Central) que necessita de ajuste.

Bibliografia: www.tdah.org.br

domingo, 21 de setembro de 2014

Deficiência Intelectual:

      Características: A característica essencial do DI consiste em um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas da habilidades:
  • comunicação;
  • autocuidado;
  • vida doméstica;
  • habilidades sociais/interpessoais;
  • uso de recursos comunitários;
  • auto suficiência;
  • habilidades acadêmicas;
  • trabalho;
  • lazer e
  • segurança.
      Etiologia: O início deve ocorrer antes dos 18 anos. Possui etiologias diferentes e pode ser  visto como algo que se estende a vários processos patológicos que afetam o SNC- Sistema Nervoso Central. Podem ser de origem genética, ambiental, multifatorial e de causa desconhecida.



      DMU Deficiente Múltiplo: DI, DV e DF (intelectual, visual e físico) recortando imagens para atividade de organização temporal: início, meio e fim.

      Funcionamento Adaptativo: Refere-se ao modo como o indivíduo enfrenta eficientemente as exigências comuns da vida e o grau em que satisfaz os critérios de independência pessoal esperados de alguém de sua faixa etária, bagagem sócio cultural e contexto comunitário.
      Fatores de Influência:
  • grau de instrução;
  • motivação;
  • características de personalidade;
  • oportunidades sociais e profissionais;
  • transtornos mentais e condições médicas gerais.
      QI Cognitivo: Os problemas na adaptação habitualmente estão mais propensos em apresentar melhoras com esforços terapêuticos, que tende a permanecer como um atributo mais estável.
      Para obter evidências dos problemas de funcionamento adaptativo deve-se levar em conta uma ou mais fontes independentes e confiáveis:
  • avaliação do professor,
  • histórico do médico, educacional e evolutivo.
      Níveis de Gravidade do DI:
  • DI Leve: QI 50-55 até aproximadamente 70.
  • DI Moderado: QI 35-40 a 50-55.
  • DI Grave: QI 20-25 a 35-40.
  • DI Profundo: QI abaixo de 20 ou 25.
  • DI Gravidade Inespecificada: Existe forte suspeita da deficiência, mas a inteligência da pessoa não pode ser testada por métodos convencionais. (Ex. bebês ou indivíduos com conduta não cooperativa).


      Peculiaridades da personalidade do DI: Alguns podem ser passivos, plácidos e dependentes, enquanto outros podem ser agressivos e impulsivos. A falta de habilidades de comunicação pode predispor a comportamentos disruptivos e agressivos que substituem a linguagem comunicativa. Podem mostrar-se vulneráveis à exploração por outros, por isso podem ser vítimas dos abusos físicos e sexuais.
      Fatores Predisponentes:
  • hereditariedade;
  • alterações precoces do desenvolvimento embrionário: Síndrome de Down;
  • problemas na gravidez;
  • transtornos mentais;
  • condições médicas gerais;
  • influências ambientais.
Bibliografia:
DSM IV Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Ed ARTMED, Porto Alegre 2000.
www.saude.pr.gov.br
Revista Escola. Ciranda da Inclusão.