domingo, 21 de junho de 2015

Memória de Curto Prazo!

      A memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de gravar as experiências e acontecimentos ao longo da vida.
      Pode ser através da experiência sensorial: visual, auditiva, tátil e gustativa.
      Pode ser através do material verbal ou não verbal.
      A Mémória de Curto Prazo é o aspecto da memória que envolve lembrança imediata.
      No tratamento das disfunções da memória é importante identificar a fonte da dificuldade, se possível, bem como a natureza e parâmetros da disfunção. Entendendo-se o mecanismo da dificuldade pode-se conduzir ao desenvolvimento das intervenções apropriadas.
      A intervenção Psicopedagógica em indivíduos que tem problema de retenção vem no sentido de auxiliar para que este faça um maior número de relação entre o objeto de estudo (o que quer ou o que precisa aprender ) e suas estruturas mentais.
      No exemplo de atividade de estimulação da memória de curto prazo através de um ditado de imagens com tempo de visualização cronometrado em 1min e 1/2 a 2 minutos, cada profissional pode realizar a confecção de suas cartelas para visualização com o conteúdo que quiser que o indivíduo venha a memorizar.


      Mostra-se a cartela por 1min 1/2 a 2min. Após o indivíduo deve  escrever todos os nomes que lembrar na lista determinada.


      A correção deve ser feita logo que o indivíduo termina de escrever. Mostra-se a ele a quantidade de acertos e erros, se for o caso. Após, segue-se a atividade com outras cartelas repetindo os procedimentos para que o indivíduo perceba o seu avanço ou não, na retenção de informações.
      Outros modelos de cartelas:


      As imagens selecionadas possuem relação de semelhanças em algum aspecto. Na cartela acima, todas as imagens são instrumentos musicais. Esta semelhança entre as imagens é um auxílio para a retenção.


      Foi percebido na avaliação da memória de curto prazo, que o indivíduo demonstrou maior facilidade na memorização com as cartelas que possuiam imagens cujos nomes iniciavam com a mesma letra.



 



FONTE:
BOSSA, N.A. Dificuldades de Aprendizagem: o que são? Como tratá-las? POA. Artes Médicas Sul, 2000.
AMEM, D.G. Transforme seu Cérebro, transforme sua vida. SP. Mercuryo, 2000.

sábado, 7 de março de 2015

Aramados para percepção visual:

      A Percepção Visual possui várias áreas a ser desenvolvidas:

  • percepção visual espaço;
  • percepção visual relação espacial;
  • coordenação óculo motora;
  • figura fundo;
  • constância de forma.
      Alunos com dificuldades na percepção visual apresentam dificuldades na aprendizagem.
      Os aramados são excelentes recursos para a estimulação à coordenação óculo motora:














      A Percepção Visual é preocupação maior nas séries iniciais, porém, não há comprovação de que por volta dos 10 anos de idade a criança já esteja pronta nesta área. Desta forma, a Percepção Visual deve ser trabalhada no decorrer de todos os anos escolares.
      Marianne Frostig, argentina, preocupou-se em investigar propostas de atividades para intervenções nas áreas da Percepção Visual.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

OSM (Organização Mundial da Saúde) alerta pais e educadores:A Prevenção das Neuroses: Neurociência e as Sinapses!

      "A prevenção da neurose no mundo somente será possível quando aprendermos a cuidar de quem ainda é saudável, de quem ainda não foi afetado: as nossas crianças." Wilhelm Reich

      Sem afeto, sem Sinapses. A falta de vínculos afetivos compromete a formação inicial do cérebro.
      Nascemos ainda inacabados!
      O cérebro humano demora vários anos para se completar e depende dos vínculos afetivos para preservar as suas sinapses e estabilizar as redes neurais. Comprovado recentemente pela Neurociência com tecnologia de ponta.

      

    Durante os três primeiros anos de vida, ocorre um extraordinário aumento na produção de sinapses- as conexões entre os neurônios, afirma a Neurociência. Em consequência disso, o cérebro infantil está supersenso, com o dobro de sinapses de que vai precisar no futuro. Este período é especialmente importante devido a essa produção intensa.
      Agora está comprovado que a química cerebral é estimulada por afeto. Quando as sinapses são reforçadas nessa idade, elas se estabilizam e perduram. Porém, quando não são usadas repetidamente, são eliminadas.
       Há uma forte preocupação com a alimentação e a saúde física dos pequenos por parte da família, em específico, a mãe. Mas, pouca consciência dos danos emocionais e físicos que são gerados pela falta de qualidade no contato afetivo. O alarmante é que o período mais rico e sensível do desenvolvimento cerebral humano, muitas vezes não recebe das famílias e dos cuidadores a atenção necessária para um saudável desenvolvimento psicológico.
      Existe literaturas que apontam a gênese da Psicose na falta de vínculo da criança com a mãe ou com quem a represente nos primeiros anos de vida. Nossa rede cerebral é um mistério e possui suas fragilidades!
      A bainha grossa de mielina, que cresce ao redor dos axônios(prolongamento da célula nervosa) e permite uma conexão eficiente de impulsos elétricos(comunicação neuronal), não está completamente formada antes do sexto ano de idade. E a maturação física do cérebro humano vai-se completar somente na puberdade. As descobertas apontam que a falta de estímulos pode afetar seriamente o desenvolvimento cerebral de uma criança.
      Sob o ponto de vista emocional e relacional, o papel do adulto é decisivo para o desenvolvimento das redes cerebrais na criança. É importante que os adultos busquem recursos informativos, pois a criança pequena ainda está incrivelmente inacabada em vários aspectos de seu desenvolvimento. De nada adiantará para o adulto exigir e até punir uma criança com desempenho de esquecimento, por exemplo, se suas condições neuronais não alcançam ainda determinadas tarefas.




Bibliografia: REICHERT Evânia. Infância a Idade Sagrada. Ed Vale do Ser, Porto Alegre, 2013.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A importância dos vínculos afetivos para a aprendizagem e conduta!

      Somos essencialmente afetivos, portanto para que a aprendizagem ocorra necessitamos estar emocionalmente tranquilos e seguros.
      Sentir-se pertencente e partícipe de um grupo é essencial desde dentro de casa.



      Lembrete aos pais: "Você não perde seu filho na rua.....  Você perde seu filho DENTRO DE CASA!"


   
      Portanto:

  • Cuide;
  • Abrace;
  • Olhe nos olhos;
  • Ame;
  • Sorria junto;
  • Participe;
  • Chore junto;
  • Acaricie;
  • Brinque junto;
  • Viaje junto;
  • Toque;
  • Troque ideias;
  • Dê atenção.


 
       

      Escola, professores, psicopedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, etc... orientem os pais da necessidade desses vínculos dentro da família para após, serem extensivos a outros grupos e tornar nossos alunos mais bem sucedidos e seguros diante das situações de aprendizagem e da prática. E então, se tornarem  adultos de bem com a vida, participantes e colaboradores da e na sociedade.





domingo, 7 de dezembro de 2014

TDAH Mito ou Medicação!

      O cérebro deve ser tratado como qualquer órgão do organismo, por isso, se seu funcionamento não está adequado há a necessidade de fazer uso da medicação.



      As causas do TDAH ainda não estão completamente esclarecidas, mas estudos no mundo inteiro encontram tendências genéticas e ambientais que podem elucidar a respeito.
      Toda a pessoa desatenta possui TDAH? Desatenção, impulsividade e inquietação são os sintomas do transtorno.
       Pose-se tratar um TDAH sem medicação?



       Nosso cérebro possui descargas elétricas que são naturais de seu funcionamento. Quando estas descargas estão funcionando inadequadamente e mandando muitos estímulos para o indivíduo e este, não pára de falar, não pára no lugar, age e depois pensa e coloca-se em situações indesejadas nos relacionamentos interpessoais, não há outra possibilidade, se não a medicação. A intervenção psicoterápica não é suficiente para acalmar o TDAH nestas situações e nem o manejo firme e afetivo.
      Pessoas adultas também possuem TDAH e sofrem se não forem tratadas. O transtorno pode trazer consequências graves. Os sintomas podem prejudicar os relacionamentos emocionais, a vida social, familiar, acadêmica e profissional do adulto. Ainda, a pessoa com TDAH está mais propensa a sofrer acidentes de modo geral, inclusive com automóveis.



      Neurologista e psiquiatra são os profissionais mais indicados para o tratamento.
      O adolescente e o adulto possuem conduta diferente da criança. No adolescente e no adulto predomina uma sensação interna de inquietação, uma vez que  há uma redução normal da atividade motora.  O adolescente está sempre ocupado e não consegue concluir as atividades. Já o adulto muitas vezes envolve-se em muitas atividades e não pára para tirar alguns dias de descanso.



       Nem todo o desatento é hiperativo, mas todo o hiperativo possui dificuldades na atenção concentrada e apresenta impulsividade no falar e no agir.  A impulsividade é uma deficiência nos impulsos. No TDAH as reações são imediatas, sem  reflexão.
      O TDAH necessita da medicação para equilibrar a área do SNC (Sistema Nervoso Central) que necessita de ajuste.

Bibliografia: www.tdah.org.br

domingo, 21 de setembro de 2014

Deficiência Intelectual:

      Características: A característica essencial do DI consiste em um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas da habilidades:
  • comunicação;
  • autocuidado;
  • vida doméstica;
  • habilidades sociais/interpessoais;
  • uso de recursos comunitários;
  • auto suficiência;
  • habilidades acadêmicas;
  • trabalho;
  • lazer e
  • segurança.
      Etiologia: O início deve ocorrer antes dos 18 anos. Possui etiologias diferentes e pode ser  visto como algo que se estende a vários processos patológicos que afetam o SNC- Sistema Nervoso Central. Podem ser de origem genética, ambiental, multifatorial e de causa desconhecida.



      DMU Deficiente Múltiplo: DI, DV e DF (intelectual, visual e físico) recortando imagens para atividade de organização temporal: início, meio e fim.

      Funcionamento Adaptativo: Refere-se ao modo como o indivíduo enfrenta eficientemente as exigências comuns da vida e o grau em que satisfaz os critérios de independência pessoal esperados de alguém de sua faixa etária, bagagem sócio cultural e contexto comunitário.
      Fatores de Influência:
  • grau de instrução;
  • motivação;
  • características de personalidade;
  • oportunidades sociais e profissionais;
  • transtornos mentais e condições médicas gerais.
      QI Cognitivo: Os problemas na adaptação habitualmente estão mais propensos em apresentar melhoras com esforços terapêuticos, que tende a permanecer como um atributo mais estável.
      Para obter evidências dos problemas de funcionamento adaptativo deve-se levar em conta uma ou mais fontes independentes e confiáveis:
  • avaliação do professor,
  • histórico do médico, educacional e evolutivo.
      Níveis de Gravidade do DI:
  • DI Leve: QI 50-55 até aproximadamente 70.
  • DI Moderado: QI 35-40 a 50-55.
  • DI Grave: QI 20-25 a 35-40.
  • DI Profundo: QI abaixo de 20 ou 25.
  • DI Gravidade Inespecificada: Existe forte suspeita da deficiência, mas a inteligência da pessoa não pode ser testada por métodos convencionais. (Ex. bebês ou indivíduos com conduta não cooperativa).


      Peculiaridades da personalidade do DI: Alguns podem ser passivos, plácidos e dependentes, enquanto outros podem ser agressivos e impulsivos. A falta de habilidades de comunicação pode predispor a comportamentos disruptivos e agressivos que substituem a linguagem comunicativa. Podem mostrar-se vulneráveis à exploração por outros, por isso podem ser vítimas dos abusos físicos e sexuais.
      Fatores Predisponentes:
  • hereditariedade;
  • alterações precoces do desenvolvimento embrionário: Síndrome de Down;
  • problemas na gravidez;
  • transtornos mentais;
  • condições médicas gerais;
  • influências ambientais.
Bibliografia:
DSM IV Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Ed ARTMED, Porto Alegre 2000.
www.saude.pr.gov.br
Revista Escola. Ciranda da Inclusão.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Down!

      As pessoas com Síndrome de Down não são todas iguais.
      Apesar de indivíduos com síndrome de Down terem semelhanças entre si, como olhos amendoados, baixo tônus muscular e deficiência intelectual, não são todos iguais. 
      Por isso, devemos evitar mencioná-los como um grupo único de uniforme. Todas as pessoas, inclusive as pessoas com síndrome de Down, têm características únicas, tanto genéticas, herdadas de seus familiares, quanto culturais, sociais e educacionais.



      As pessoas com síndrome de Down estudam, trabalham e convivem com todos. Esses indivíduos têm opinião e podem se expressar sobre assuntos que lhes dizem respeito. Elas se divertem, passeiam, namoram e se tornam adultas como todo o mundo.
      A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada no Brasil em 2008 como norma constitucional. Ela é uma importante ferramenta de acesso a cidadania e precisa ser mais difundida entre as pessoas com deficiência, juristas e a população em geral.

Contribuição: www.movimentodown.org.br
http://www.movimentodown.org.br/sala-de-imprensa/