terça-feira, 8 de abril de 2014

Noções necessárias para o desenvolvimento e o avanço na Aprendizagem!

CONSTRUÇÃO DE NÚMERO E QUANTIDADES:

Conservação de Quantidade: 9 bonequinhas espalhadas e 9 bonequinhas juntas. Questionar o aluno: “Onde há mais?” Se o aluno não contar e apontar um dos grupos para mostrar a maior quantidade, não adquiriu ainda a conservação de quantidade, segundo Piaget. O aluno deve concluir que os dois grupos tem a mesma quantidade.





Inclusão Hierárquica: Com a régua numérica organizar os números com a régua 10, 9, 8,7,6,5,4,3,2,1 e concluir que dentro do 10 há todos os outros números incluídos. Para formar o 5, por exemplo, há o 1,2,3,4.


Classificação: Organização dos animais segundo um atributo.

Seriação: Organização dos carrinhos seguindo uma sequência.


Correspondência Termo a Termo: Para cada panela deve corresponder uma tampa sem sobrar nenhuma.


ATIVIDADES PARA MEMORIZAÇÃO DE NÚMEROS E QUANTIDADES:

Ordem crescente e decrescente: Palitos de picolé com as quantidades até 10. Organizá-los em ordem crescente e decrescente.

 Associar cores e quantidades: Colocar os pinos nas quantidades de 1 a 5. Observar que há a quantidade de pinos para os respectivos números.

Associar cores de prendedores com as quantidades: Afixar o prendedor com a cor e a quantidade dos números nos discos.

Afixar o prendedor que possui o número com a cor e a respectiva quantidade no disco azul. Quantidades do 1 ao 10.

Adição com dados: Cada aluno recebe fichas coloridas e uma tabela com números. O grupo decide qual é o aluno que joga os dados primeiro. Ao jogar os dados deve somar as quantidades que aparecem e colocar a ficha sobre a sua tabela. E assim cada jogador faz a sua soma e a sua marcação. Ganha o aluno que colocar mais fichas sobre a sua tabela.

Jogo da base dez: Dois dados, um com quantidades normais do 1 ao 6 e o outro dado com cubinho, barrinha e placa. Joga-se os dois dados e forma-se com o material base dez os números.

Jogo da base dez com potes e cores: Fichas coloridas de acordo com o pote do U unidade, D dezena, C centena e M milhar. Montar os números conforme as fichas, cores e potes nas respectivas posição de lugar.

Jogos das Argolas: Dispor números colados em tampinhas no chão. Fazer argolas com garrafas pet. O aluno arremessa as argolas e realiza a contagem dos números que conseguiu alcançar. Ganha o aluno que conseguir a soma maior.


Jogos dos dados e tampinhas: Sobre a mesa coloca-se inúmeras tampinhas. Cada aluno joga o seu dado e coloca a quantidade tirada com tampinhas sobre o seu prato. Ganha o aluno que colocar todas as tampinhas da mesa no seu prato. Ao retirar, jogar os dados e retira as tampinhas da quantidade tirada nos dados(noções de adicionar e subtrair e estimular a atenção).

ATIVIDADES PARA A COORDENAÇÃO MOTORA FINA:

Colocar os pinos:  Pote ao lado esquerdo estimulando o movimento da escrita e colocar os pinos nos furos à direita.

Colocar as Argolas: Caixa do lado esquerdo, colocar as argolas coloridas nas respectivas barrinhas à direita.

Movimento de Pinça: Necessário para a escrita. Abrir os prendedores que estão no pote à esquerda para prendê-los à direita.


Alinhavos em diversas direções: Alinhavar seguindo a direção dos furos.


ATIVIDADES DE MEMORIZAÇÃO DE NÚMEROS E LETRAS DISCRIMINANDO-OS:
Discriminar letras de números: Pote à esquerda com números e letras em EVA. Colocar no respectivo pote à direita as letras e os números separando-os.


ATIVIDADES DE SEQUÊNCIA LÓGICA:

Imagens em sequência: Início, meio e fim para a construção de textos.



ATIVIDADES PARA ESQUEMA CORPORAL:

Jogo de percepção relação espacial e memorização: Observar as imagens uma a uma e realizar com o corpo a imagem que observou. Após, sem ver as imagens, demonstrar com o corpo todas as posições que observou nas cartelas e gravou na memória.


Jogo de cartas com diversas partes do corpo humano: Cada aluno recebe 10 cartas com figuras do corpo humano. Uma pilha de cartas fica sobre a mesa. O grupo decide quem é o primeiro a jogar as cartas. O aluno coloca uma carta, por exemplo o tórax. O outro colega tem que colocar uma carta que completa o corpo humano sendo esta um braço, ou uma perna ou o pescoço que estão junto ao tórax. E assim sucessivamente até completar a figura humana. Quando não tem a carta necessária, pesca do monte somente uma vez. Se não conseguiu a parte necessária do corpo passa a vez. As cartas do monte devem estar viradas para baixo.


ATIVIDADES COM CONTAÇÃO DE HISTÓRIA:

História da Árvore e a Aranha de Rubem Alves: Contar a história com imagens afixadas no quadro e imagens para os alunos colorirem ou contarem e montarem quebra cabeças. A história relata sobre a necessidade do amor para sermos felizes e sobre a aceitação de sermos como somos.



ATIVIDADES PARA PERCEPÇÃO ESPAÇO E RELAÇÃO ESPACIAL:

Cinco Marias, Peteca, Bilboquê e Ioiô. 




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Cérebro é Associativo!

      Quanto mais associações realizarmos, mais exercitaremos o nosso cérebro e nosso raciocínio tornar-se-á mais rápido e novas conexões serão feitas entre os neurônios (sinapses).



      No município de Serafina Corrêa, palestra com os professores das séries iniciais e finais a respeito de Estratégias de Ensino a luz da Neurociência. A palestra ocorreu com inúmeras dinâmicas e aporte teórico para elucidar práticas de ensino compreendendo o funcionamento cerebral.


      O encontro ocorreu durante os turnos da manhã e tarde no dia 21/02/2014. A participação dos professores diante das informações foi significativa, pois quanto mais informados, melhor entendem como se dá a aprendizagem.




       A formação para os professores foi feita, na maioria das dinâmicas, em grupos e após a socialização para o grande grupo. Foi esclarecido em vários momentos do encontro a necessidade do aluno interagir nas aulas para manter o interesse, foco- atenção e para memorizar.






      No município de Nova Roma, a palestra ocorreu com o tema Dificuldades de Aprendizagem com materiais didáticos e sugestões de atividades.

   

     A palestra no município de Nova Roma ocorreu em 18/02/2014 com professores desde a Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental no turno da tarde.


      Todos os materiais didáticos expostos na palestra foram esclarecidos com suas respectivas funções e a dificuldade de aprendizagem para a qual são utilizados.
      Os métodos utilizados na educação de nossos alunos necessitam ser ecléticos . Não deixar de um método para manter outro e sim usar o que serve de cada um, desde o tradicional que por muitos anos se perpetuou nas práticas pedagógicas.
      Em ambos momentos, Nova Roma e Serafina Corrêa, foi solicitado aos professores semearem a Fé e a necessidade de não perder Jesus Cristo de foco. Os alunos necessitam da referência Divina e de estimular a Fé em Cristo Jesus devido as dificuldades nos relacionamentos interpessoais e a necessidade da esperança para uma vida com paz, com amor, sabedoria e força!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Transtorno na Aprendizagem: DISPRAXIA!

      A dispraxia é a desorganização no movimento e a falta de adaptação dos gestos à finalidade proposta. (Coste). 
      Camels menciona que a dispraxia é uma desorganização na sequência do movimento, ou seja, da ação comprometida com a praxis.
      Dispraxia é uma desordem da sequência temporo-espacial que constitui o esqueleto de uma praxia, caracterizada por um plano, um projeto motor e sua execução ordenada.
    "Caracterizam-se por perturbações na organização do esquema corporal e na representação temporo-espacial. No plano clínico trata-se de crianças que são incapazes de executar determinadas sequências gestuais, ou que  as executam com extrema lentidão.


      Palestra com professores em Cotiporã - RS organizada pela empresa Realizar,  a respeito de transtornos de aprendizagem.


      O público da palestra envolvia desde a Ed Infantil até o final do Ensino Fundamental. Trabalhar com a consciência corporal, lateralidade e movimentos não deve se limitar as séries iniciais. Deve estar presente em toda a escolaridade, adaptando-se as atividades `a faixa etária do aluno.


       A palestra ocorreu no dia 12/02/2014 em Cotiporã - RS,  envolvendo os turnos da manhã e tarde. Os professores obtiveram aporte teórico com demonstração de materiais didáticos e atividades prática. A palestra terminou com a estimulação a trabalhar a com os alunos e buscar na pessoa de Jesus Cristo a referência para estimular o amor ao próximo e a paz e assim minimizar os conflitos nas escolas e a necessidade de limites junto aos alunos.
      A criança com transtorno de aprendizagem dispraxia pode ser considerada como falta de vontade ou desânimo em sua prática, pois apresenta dificuldades em sua praxis e às vezes depende dos maiores para executar movimentos como: vestir-se, abotoar a roupa, amarrar os cadarços do tênis, utilizar os talheres à mesa, utilizar o lápis adequadamente para escrever.
    Na aprendizagem as dispraxias afetam a escrita, a organização do trabalho gráfico.
      É importante diferenciar uma dispraxia de uma apraxia. No caso da apraxia falamos da ausência de, ou falta de movimento.
      Aproximadamente aos três anos de idade é evidenciada uma preferência lateral. Vê-se o predomínio na utilização de um lado, sobretudo nos membros superiores e inferiores. Isto conduz na definição da lateralidade que é alcançada vários anos depois, ao redor dos cinco a seis anos, porém, há crianças que precisam de mais tempo para a definição de sua lateralidade. Daí a necessidade da estimulação dos movimentos em toda a escolaridade.
    A aprendizagem do traço gráfico exige o domínio específico de uma só mão e não das duas ao mesmo tempo.Quando a criança encontra-se na fase da garatuja, ainda está tentando definir a sua lateralidade, mas quando escreve, está afirmando-a. "O traço gráfico, lateraliza, define e afirma."
      As crianças com dispraxia, apresentam dificuldades na velocidade e eficácia dos movimentos.Este transtorno é indicador de uma problemática que compromete a construção do corpo, do esquema e da imagem corporal.
      As crianças com dificuldades na sua lateralização podem apresentar os seguintes problemas:

  • Têm dificuldade para captar as diferentes variações na direção, confundindo:
              b-d         p-q
                    m-w-3
              n-u      t-f-j

  • Com frequência lêem da direita para a esquerda confundindo, por exemplo:
            Lêem sale ao invés de elas

  • Em crianças maiores encontramos trocas de lugar entre as consoantes.
  • Uma vez estabelecida a leitura da esquerda para a direita podem apresentar confusões nas somas: numa soma em coluna o processo é feito da esquerda para a direita.
  • Apesar de haver superado a confusão das letras a criança pode continuar apresentando dificuldades na  leitura oral e em operações matemáticas.
REFERÊNCIA:

GÓMES Ana Maria Salgado. TÉRAN Nora Espinosa. Dificuldades de Aprendizagem. Ed Cultural. Brasil, 2009


      

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A Agressividade e a Violência na Escola!

      A expressão da agressividade é um sinal de insubmissão que poucos adultos estão dispostos a aceitar e a tentar compreender.
      É consequência do fato de a criança ser amada, a maior parte do tempo, apenas de maneira condicional, ou seja, para ser amada ela deve estar conforme à imagem que os adultos, os pais em primeiro lugar, esperam que ela apresente. A criança então se amolda, se renega, e recalca o sofrimento e a raiva que forçosamente sente diante desta "pressão sobre ela", ou então, rebela-se e deixa explodir sua violência onde isso seja possível, de maneira mais ou menos indireta.


      Um ato é violento quando uma pessoa é tratada como coisa, quando é violado seu status de pessoa humana, portadora de dignidade e liberdade.

      O QUE FAZER?

  • Com jogos simbólicos, deixar o aluno extravasar sua agressividade.
  • A luta contra a violência só pode ter êxito se for parte de um projeto político explícito, radicalmente comprometido com a humanização.
  • O diálogo é imprescindível e constante.
      

REFERÊNCIAS:

MAUDIRE Paulette. Exilados da Infância. Ed. Artes Médicas. Porto Alegre, 1992.
LEVISKY David Léo. Adolescência pelos caminhos da Violência. Casa do Psicólogo, Livraria e Editora Ltda. São Paulo, 1998.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014